O blogueiro, antes de mais nada, se desculpa pela grande ausência do seu querido blog, e avisa que o blog entrará em recesso até o Dia dos Reis Magos (não, é por conta de viagem mesmo a ausência, nada de religiosidades exacerbadas)
E também deseja um FELIZ NATAL a todos!
12/24/2006
12/03/2006
Natal de luz
Fortaleza é a Terra da Luz - como já tratei em outro post. Agora em época de Natal, então, as noites ganham cada vez mais vida e beleza.Passando por ruas e avenidas da capital, você enxerga casas e apartamentos residenciais enfeitados com pisca-piscas, ou nas varandas ou nas janelas; os estabelecimentos varejistas e atacadistas se vestem de vermelho para vender mais; as vias brigam entre si para ter o "título" de mais bela, de mais enfeitada, a que mais está no clima de final de ano. Tudo está girando em torno disso, independente de interesses e formas - que são vários e diferentes.
Os amigos que me perdoem, mas não conheço nem 50% desse universo chamado Fortaleza e, se eu fosse obrigado a escolher um local como o mais bonito da cidade, na época de Natal, eu falaria, sem titubear, que seria a Praça Portugal e o Jardins Shopping (antigo Aldeota Open Mall); este último, por sinal, decora a avenida Desembargador Moreira de forma espetacular. Não obstante isso, a beleza parece influenciar estabelecimentos mais acima da via: o Bradesco também entrou no clima.
E você, entrou no clima? Como?
Foto: Agência Bradesco, Avenida Desembargador Moreira com Avenida Santos Dumont (24/11).
Registro: Felipe Silveira
11/26/2006
Viajando é que se observa o lugar.
Quem não gosta de viajar? Quem que, quando chega as datas festivas, não junta seus
trocados e sai da capital rumo ao interior para visitar a família ou fazer turismo em algum local? Os fortalezenses são assim.
E para isso o meio de transporte mais utilizado ainda é o ônibus. Embora Fortaleza seja provida de um aeroporto com imensa infra-estrutura e sendo ele um dos maiores do Nordeste, a população não tem acesso ao aeroporto devido ao custo das passagens aéreas, sendo as terrestres bem mais acessíveis ao bolso do cidadão e do trabalhador fortalezense - e do brasileiro em geral.
Mesmo não apresentando a mesma infra-estrutura do aeroporto - que recebe rotas internacionais - a rodoviária diariamente possui um número relativo de passageiros, mesmo com o período de baixa estação. Quando no período de alta estação, a rodoviária, carente de infra-estrutura que suporte a demanda de passageiros nestas épocas, recebe um número alto de passageiros e as empresas todos os anos disponibilizam ônibus extras para cumprir com a demanda.
Daí a problemática: como ampliar os serviços à população? Ampliando a infra-estrutura do local ou possibilitando o acesso às viagens aéreas?
Fotos: 1) Fachada da rodoviária; 2) Entrada da rodoviária e 3) Interior da rodoviária (24/11)
Registro: Felipe Silveira.
trocados e sai da capital rumo ao interior para visitar a família ou fazer turismo em algum local? Os fortalezenses são assim.E para isso o meio de transporte mais utilizado ainda é o ônibus. Embora Fortaleza seja provida de um aeroporto com imensa infra-estrutura e sendo ele um dos maiores do Nordeste, a população não tem acesso ao aeroporto devido ao custo das passagens aéreas, sendo as terrestres bem mais acessíveis ao bolso do cidadão e do trabalhador fortalezense - e do brasileiro em geral.
Mesmo não apresentando a mesma infra-estrutura do aeroporto - que recebe rotas internacionais - a rodoviária diariamente possui um número relativo de passageiros, mesmo com o período de baixa estação. Quando no período de alta estação, a rodoviária, carente de infra-estrutura que suporte a demanda de passageiros nestas épocas, recebe um número alto de passageiros e as empresas todos os anos disponibilizam ônibus extras para cumprir com a demanda.
Daí a problemática: como ampliar os serviços à população? Ampliando a infra-estrutura do local ou possibilitando o acesso às viagens aéreas?
Fotos: 1) Fachada da rodoviária; 2) Entrada da rodoviária e 3) Interior da rodoviária (24/11)
Registro: Felipe Silveira.
11/22/2006
Verticalização: vaidade ou necessidade?
Será que o processo pelo qual as grandes metrópoles ditas subdesenvolvidas vem passando e as ditas cidades desenvolvidas o tem consolidado é realmente algo importante?
Analisando Fortaleza - pois é a temática de nosso blog,
embora não se desconsidere as outras cidades - pode-se dizer que seu crescimento e desenvolvimento é bombástico, frenético e muito rápido. Como base desta minha afirmação dou o número da população de Fortaleza de 1863, 1963 e 2005, em valores aproximados: no primeiro, 16 mil habitantes; no segundo, 1,2 milhão e no terceiro, 2,5 milhões. Com isso, além da "elevação" da nossa cidade à quarta maior do país, vieram suas conseqüências, sendo a maior delas o déficit habitacional e as ocupações irregulares.
Daí a engenharia ter desenvolvido e trazido para o país e para o Ceará as construções verticais, não como solução ao problema, mas como nova opção. De 1970 em diante, observa-se um crescimento dessas construções, principalmente nos bairros ditos nobres, onde estão os detentores de capital. Hoje estes bairros são identificáveis, ao longe, pela sua arquitetura, quase que toda erguida a formar verdadeiros pilares: a Aldeota assim é reconhecível.
Com este processo surgem, consigo, a favelização das periferias. Na própria Aldeota, no coração do bairro há uma favela, onde inclusive está sediada a sede da Central Única das Favelas (CUFA): a Favela da Quadra - ou Conjunto Santa Cecília (por estar por trás de um colégio com nome homônimo) e, com a favelização, todas as mazelas sociais estão propensas a ocorrer e a cidade assumir faces distorcidas e produzir múltiplos problemas.
Vaidade ou necessidade?
Foto: À primeira vista, o Centro da cidade; ao fundo, o bairro "mais" nobre de Fortaleza, a Aldeota (11/11).
Registro: Felipe Silveira
Analisando Fortaleza - pois é a temática de nosso blog,

embora não se desconsidere as outras cidades - pode-se dizer que seu crescimento e desenvolvimento é bombástico, frenético e muito rápido. Como base desta minha afirmação dou o número da população de Fortaleza de 1863, 1963 e 2005, em valores aproximados: no primeiro, 16 mil habitantes; no segundo, 1,2 milhão e no terceiro, 2,5 milhões. Com isso, além da "elevação" da nossa cidade à quarta maior do país, vieram suas conseqüências, sendo a maior delas o déficit habitacional e as ocupações irregulares.
Daí a engenharia ter desenvolvido e trazido para o país e para o Ceará as construções verticais, não como solução ao problema, mas como nova opção. De 1970 em diante, observa-se um crescimento dessas construções, principalmente nos bairros ditos nobres, onde estão os detentores de capital. Hoje estes bairros são identificáveis, ao longe, pela sua arquitetura, quase que toda erguida a formar verdadeiros pilares: a Aldeota assim é reconhecível.
Com este processo surgem, consigo, a favelização das periferias. Na própria Aldeota, no coração do bairro há uma favela, onde inclusive está sediada a sede da Central Única das Favelas (CUFA): a Favela da Quadra - ou Conjunto Santa Cecília (por estar por trás de um colégio com nome homônimo) e, com a favelização, todas as mazelas sociais estão propensas a ocorrer e a cidade assumir faces distorcidas e produzir múltiplos problemas.
Vaidade ou necessidade?
Foto: À primeira vista, o Centro da cidade; ao fundo, o bairro "mais" nobre de Fortaleza, a Aldeota (11/11).
Registro: Felipe Silveira
11/19/2006
Coração da Cidade
Quando se pergunta "onde e qual é o coração de Fortaleza?", muitos, senão todos, respondem, talvez em uníssono: Praça do Ferreira.Localizada no Centro de Fortaleza, "a Praça do Ferreira, desde quando alcunhada desta forma, veio sofrendo constantes transformações arquitetônica-urbanísticas, a começar pelo próprio Ferreira - antes, porém, de a praça ter seu nome - e ter Guilherme Rocha, Godofredo Maciel e Raimundo Girão os maiores agentes dessas metamorfoses."¹ O boticário Ferreira, como percebe-se no texto, teve grande influência na consolidação da praça que hoje leva seu nome, a antes chamada Praça Municipal; sua contribuição veio, assim como as do Governador Sampaio e de seu engenheiro, Silva Paulet, para o aformoseamento de Fortaleza - o boticário à época era presidente da Câmara.
Embora atualmente sofra mais metamorfoses sociais que físicas - a vida da praça vem mudando, a presença humana vem dando novas funções à forma -, a Praça do Ferreira é um dos maiores arcabouços culturais e históricos da cidade. Como afirma Raimundo Girão: "Desapareceu a Botica do Boticário, desapareceu a Intendência, desapareceu muita coisa, porém não morreu o espírito da Praça, espírito que é o mesmo da cidade atual, gesticulante e bregeira, espírito do Ceará-heróico e do Ceará-moleque, que ora se zanga e derriba tiranos [...] , ou dá vaias ao próprio sol."
Se até os famigerados pombos estão sempre presentes e o bode Ioiô fez fama de cachaceiro e eleito vereador são[era] freqüente[s] na Praça, por que não devemos nós cidadãos dar nossos passos e deixar nossa marca, nossa história, nossa vida por aquela pairagem?¹: texto de pesquisa de Felipe Silveira.
Fotos: 1) Visão Panorâmica da Praça do Ferreira; 2) Pombos e pessoas: a diversidade viva e dando vida à praça.
Registro: Felipe Silveira
11/15/2006
Imagens e fatos.
Centro de Fortaleza, Praça General Tibúrcio - nome desconhecido por grande parte da população e popularmentemente a praça é conhecida como Praça dos Leões. Embora a prefeitura envie e concentre grandes forças do programa Fortaleza Bela neste bairro, a própria não colabora para o embelezamento urbano.
A cidade, sendo reflexo da (re)produção material e social do capital, provoca diversas reações e conseqüências para seu próprio espaço geográfico. Isso é perceptível nas grandes cidades através
das classes sociais e entre elas. No Centro, locus do comércio popular de Fortaleza, possui sobretudo pessoas de renda média para baixa como transeuntes e consumidores, e o local acaba assumindo uma fisionomia degradada: o excesso de pessoas provoca um excesso de resíduos, resultando na poluição. O Centro é o bairro mais poluído da cidade, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará (SEMACE); poluído principalmente pelos veículos e pelo lixo urbano.
Não se trata de dizer que o pobre é mal educado ou seboso, até porque a instituição educadora, a prefeitura, também está pecando. O ponto de discussão é outro: até quando o lixo fará parte da paisagem da cidade?
Foto: Praça dos Leões: escultura "protetora" da praça e contâiner da ECOFor.
Registro: Felipe Silveira
A cidade, sendo reflexo da (re)produção material e social do capital, provoca diversas reações e conseqüências para seu próprio espaço geográfico. Isso é perceptível nas grandes cidades através
das classes sociais e entre elas. No Centro, locus do comércio popular de Fortaleza, possui sobretudo pessoas de renda média para baixa como transeuntes e consumidores, e o local acaba assumindo uma fisionomia degradada: o excesso de pessoas provoca um excesso de resíduos, resultando na poluição. O Centro é o bairro mais poluído da cidade, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará (SEMACE); poluído principalmente pelos veículos e pelo lixo urbano.Não se trata de dizer que o pobre é mal educado ou seboso, até porque a instituição educadora, a prefeitura, também está pecando. O ponto de discussão é outro: até quando o lixo fará parte da paisagem da cidade?
Foto: Praça dos Leões: escultura "protetora" da praça e contâiner da ECOFor.
Registro: Felipe Silveira
11/12/2006
Passeio(?) Público(?)
Os locais públicos, não só aqui, mas como em muitos lugares - e isto não é demérito apenas brasileiro - que as praças e os logadouros de domínio do povo vem, com suas formas, provocando, produzindo e exercendo novas funções para o seu dono.
Antiga Praça dos Mártires, devido ao seu valor histórico, por lá terem sido executados alguns "insurgentes" como Pessoa Anta e Carapinima, líderes locais da Confederação do Equador, o Passeio Público, local hoje onde visualmente se percebe uma riqueza histórica imensa, desde os seus postes à gás (os globos foram retirados para evitar ação vândala), passando pela flora chegando até à arquitetura e obras de arte gregas, romanas e francesas, reclama por ajuda; ou melhor, reclama por visitantes.
Antes freqüentada pela high society fortalezense, durante os séculos XVII e XIX, onde as damas sentiam a brisa de uma cidade ainda não tão quente como hoje e travestidas de roupas imensas importadas da França, o Passeio Público hoje tem como principais freqüentadores prostitutas, mendigos e marginais. Nem tudo são espinhos, contudo. Lá existem seres
de bem e que ainda zelam pelo local, além de uma tímida ação da Prefeitura de Fortaleza. Se você[s] tiver[em] medo de cachorro, cuidado: a Princesa e o Paulistinha, à princípio, não são nada simpáticos; são os "guardiães" da praça, um vira-lata e outro cuja raça não sei o nome.Como diz Ana Fani, em seu livro A Cidade, "A paisagem urbana, enquanto forma de manifestação do espaço urbano, reproduz num momento vários momentos da história.", e o Passeio Público é o maior exemplo disso, em Fortaleza, maior mesmo que o nosso maior símbolo, a Praça do Ferreira. E Fani confirma o meu texto: "A dimensão de vários tempos está impregnada na paisagem da cidade."
Fotos: 1) Mendigos dormindo nos bancos da praça; 2) Árvore centenária; 3) Escultura com traços greco-romanos.
Registro: Felipe Silveira
11/06/2006
Luzes da Terra da Luz
Como alguns já sabem, Fortaleza alimenta um apelido bastante carinhoso e conhecido: Terra da Luz. Fazendo jus à sua alcunha e não obstante os obstáculos que a verticalização a qual transforma as cidades de todo o mundo, ainda há o que admirar - e muito! - nesta terra de muita luz: o pôr-do-sol.Seja na praia, numa estação de tratamento, na altitude de um apartamento ou na ladeira de um bairro antigo - antigo por ser um dos primeiros locais de ocupação da cidade, o lado oeste - Fortaleza exibe um pôr-do-sol multifacetado, muito embora ele seja único; multifacetado por poder oferecer várias formas de admiração do crepúsculo devido às tonalidades que a proximidade da cidade à linha do Equador - pouco mais de 5º - proporcionam aos admiradores desse fenômeno da natureza.

Por mais que a urbanização e seus fatores negativos avancem e retirem os prazeres que uma cidade pode oferecer, com a natureza - hoje os braços trabalham na (tentativa de) recuperação das lagoas - pelo menos das maiores e mais importantes, avaliando a história e cultura de cada uma, por exemplo, quando antes a infância tinha ligação intrínseca com o lazer com e nas lagoas -, o que há nos
céus não pode ser usurpado (ainda?).Fotos: 1) Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema (26/10); 2) Estação Tupã-Mirim de Tratamento da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (CAGECE), no Conjunto Veneza Tropical (23/10) e 3) Rua Amazonas, no Panamericano (27/10).
Registro: Felipe Silveira
Justicando a ausência...
Em Natal, estive(mos) no EREGENE (Encontro Regional dos Estudantes de Geografia do Nordeste), de onde registramos algumas imagens que Fortaleza poderia até revelar. Neste momento, as fotos falam mais alto que as palavras.

Fotos: 1) Avenida Engº Roberto Freire (educação e fluidez no trânsito); 2) Forte dos Reis Magos (preservação e valorização histórica) e 3) Grupo de maracatu na rua, em frente à Pinacoteca (incentivo à Cultura na e pela Cultura).
Registro: Felipe Silveira

Fotos: 1) Avenida Engº Roberto Freire (educação e fluidez no trânsito); 2) Forte dos Reis Magos (preservação e valorização histórica) e 3) Grupo de maracatu na rua, em frente à Pinacoteca (incentivo à Cultura na e pela Cultura).Registro: Felipe Silveira
11/01/2006
Ausência
Aviso aos navegantes: devido a viagens de compromisso universitário, os posts de hoje e de domingo ocorrerão na segunda e quarta, e os da próxima semana, na sexta e na segunda seguinte.
O blogueiro.
O blogueiro.
10/29/2006
Fortalezense, povo de Deus...
Vocês não imaginam como o vosso blogueiro respira fotografia: qualquer lugar é paisagem e qualquer assunto, postagem. A postagem de domingo, no caso hoje, tinha uma pauta que trataria um pouco a respeito do Colégio Militar de Fortaleza, porém eu fui abordado por um soldado e fui rapidamente inquerido e quase fui preso por tirar fotos do prédio, de acordo com a preocupação de minha mãe e a falta de inteligência deste blogueiro por não saber da "inviabilidade" de tirar fotos de prédios públicos e militares (se no caso de ser preso eu estiver equivocado, me corrijam!). Então, precisei de paz para postar e ter um conteúdo para isso; paz eu não tive, pelo contrário, mas aqui vai um assunto que trata de paz.
Igrejas. Fortaleza tem várias igrejas: diferentes estilos arquitetônicos, épocas de construção e hábitos de seus beatos. Quem é dos católicos mais fervorosos afirma sentir-se bem dentro da casa de Deus, mas mesmo os não muito fervorosos ou talvez até os céticos ou se impressionam com a sua grandiosidade ou sentem malgo tranquilizador ali dentro. Nos bairros mais antigos de Fortaleza, onde se iniciou o processo de habitação, é fácil encontrá-las, ao contrário da Cidade Nova que vem surgindo.
As diferentes formas marcam as igrejas de Fortaleza, onde visivelmente se pode lhes dar uma característica peculiar, seja no seu aspecto arquitetônico original, seja ou em algum apetrecho de realce ou em algum adorno, enfim, algo particular que batiza a igreja em cada local. Afirmo com veemência que senti um sabor diferente ao tirar as fotos desta postagem, talvez a mesma emoção de fotografar um pôr-do-sol lindo ou a sensação de deitar na cama depois de um dia fatigante; beleza e espiritualidade cada vez mais de braços dados.
Não querendo ser herege de maneira nenhuma, mas muitas
das igrejas nossas atraem a nossa cansada e sofrível (no sentido lato de sofrer com as agruras do dia-a-dia) população, cada vez mais são atraídas mais pela curiosidade, da beleza de um paraíso ao alcance dos olhos que simplesmente rezar; com o mundo atual, é difícil, infelizmente, ter tempo para a autoreflexão. Que a beleza possa resgatar esse poder.
Fotos: 1) Igreja no Conjunto Veneza Tropical; 2) Paróquia da Prainha, na Praia de Iracema e 3) Visão do altar da Paróquia de São Pio X, no Panamericano
Registro: Felipe Silveira
Igrejas. Fortaleza tem várias igrejas: diferentes estilos arquitetônicos, épocas de construção e hábitos de seus beatos. Quem é dos católicos mais fervorosos afirma sentir-se bem dentro da casa de Deus, mas mesmo os não muito fervorosos ou talvez até os céticos ou se impressionam com a sua grandiosidade ou sentem malgo tranquilizador ali dentro. Nos bairros mais antigos de Fortaleza, onde se iniciou o processo de habitação, é fácil encontrá-las, ao contrário da Cidade Nova que vem surgindo.
As diferentes formas marcam as igrejas de Fortaleza, onde visivelmente se pode lhes dar uma característica peculiar, seja no seu aspecto arquitetônico original, seja ou em algum apetrecho de realce ou em algum adorno, enfim, algo particular que batiza a igreja em cada local. Afirmo com veemência que senti um sabor diferente ao tirar as fotos desta postagem, talvez a mesma emoção de fotografar um pôr-do-sol lindo ou a sensação de deitar na cama depois de um dia fatigante; beleza e espiritualidade cada vez mais de braços dados.Não querendo ser herege de maneira nenhuma, mas muitas
das igrejas nossas atraem a nossa cansada e sofrível (no sentido lato de sofrer com as agruras do dia-a-dia) população, cada vez mais são atraídas mais pela curiosidade, da beleza de um paraíso ao alcance dos olhos que simplesmente rezar; com o mundo atual, é difícil, infelizmente, ter tempo para a autoreflexão. Que a beleza possa resgatar esse poder.
Fotos: 1) Igreja no Conjunto Veneza Tropical; 2) Paróquia da Prainha, na Praia de Iracema e 3) Visão do altar da Paróquia de São Pio X, no PanamericanoRegistro: Felipe Silveira
10/25/2006
Invasão dos Ambulantes
Quem nunca se deparou com uma multidão, em uma grande cidade, buscando alguma forma alternativa de ganhar dinheiro e, por conseguinte, garantir a sua sobrevivência? Em Fortaleza isso não é diferente, não só por ela ser a quarta maior cidade do país, em termos de população, mas pelo simples fato, sobretudo, de ser uma grande cidade.

Qualquer pessoa que passe pelo Centro de Fortaleza encontrará, além de muitas lojas - haja vista que o Centro é, ainda, o locus do comércio -, uma gama de vendedores ambulantes. Surgiram mansamente, sem grande alarde; atualmente, é visto com discórdia pelos comerciantes, pelo fato de perderem mercado para os ambulantes, que se instalam onde lhes convir e não devem nada ao Estado - não pagam impostos como os comerciários. Embora seja possível encontrá-los em quase toda esquina do Centro, existem locais
onde os ambulantes mais se concentram e são estes, principalmente, os seus preferidos: Praça Caio Prado, em frente à Catedral (pela manhã); Beco da Poeira e Praça da Lagoinha.
O Beco da Poeira é conhecidíssimo por muitos fortalezenses, pois lá se encontram produtos a preços baixíssimos, além daquela confusão latente ; tão conhecido que até as autoridades procuram resolver este problema e alocá-los em um local bem mais propício - seria vizinho à estação do Metrofor, mas existem desentendimentos entre os governos estadual e municipal.
O Beco da Poeira é um dos maiores símbolos, senão o maior, de que o Centro de Fortaleza é local de comércio sobretudo para o pobre, para a população de baixa renda. O problema maior, contudo, é garantir formalidade ao trabalho dessas pessoas, para que as taxas de desemprego não sejam tão altas e a qualidade de arrecadação de recursos do governo e principalmente de vida desta população não seja tão baixa, além da invasão dos ambulantes de forma indiferente ao espaço público, prejudicando-o e o poluindo.
Fotos: Beco da Poeira, tirada dentro do ônibus 038 - Parangaba/Papicu/Centro, a 19 de outubro de 2006.
Registro: Felipe Silveira

Qualquer pessoa que passe pelo Centro de Fortaleza encontrará, além de muitas lojas - haja vista que o Centro é, ainda, o locus do comércio -, uma gama de vendedores ambulantes. Surgiram mansamente, sem grande alarde; atualmente, é visto com discórdia pelos comerciantes, pelo fato de perderem mercado para os ambulantes, que se instalam onde lhes convir e não devem nada ao Estado - não pagam impostos como os comerciários. Embora seja possível encontrá-los em quase toda esquina do Centro, existem locais
onde os ambulantes mais se concentram e são estes, principalmente, os seus preferidos: Praça Caio Prado, em frente à Catedral (pela manhã); Beco da Poeira e Praça da Lagoinha.O Beco da Poeira é conhecidíssimo por muitos fortalezenses, pois lá se encontram produtos a preços baixíssimos, além daquela confusão latente ; tão conhecido que até as autoridades procuram resolver este problema e alocá-los em um local bem mais propício - seria vizinho à estação do Metrofor, mas existem desentendimentos entre os governos estadual e municipal.
O Beco da Poeira é um dos maiores símbolos, senão o maior, de que o Centro de Fortaleza é local de comércio sobretudo para o pobre, para a população de baixa renda. O problema maior, contudo, é garantir formalidade ao trabalho dessas pessoas, para que as taxas de desemprego não sejam tão altas e a qualidade de arrecadação de recursos do governo e principalmente de vida desta população não seja tão baixa, além da invasão dos ambulantes de forma indiferente ao espaço público, prejudicando-o e o poluindo.
Fotos: Beco da Poeira, tirada dentro do ônibus 038 - Parangaba/Papicu/Centro, a 19 de outubro de 2006.
Registro: Felipe Silveira
10/22/2006
Participatividade
Foi realizado, entre os dias 18, 19 e 20 de outubro, 
o Fórum Fortaleza Cidade Aberta, onde se pôde discutir sobre alguns destinos que a cidade deve trilhar, na visão dos participantes através de palestras de especialistas em diversos setores. O evento foi realizado no Ministério Público Estadual e formatado para arquitetos, geógrafos, planejadores, urbanistas, ambientalistas, técnicos e todos aqueles interessados.
No primeiro dia, palestras de manhã e de tarde com os argentinos Roberto Monteverde e Rúben Palumbo, trazendo os exemplos de Rosario e Tucumán no processo de desenvolvimento participativo da cidade. Os desafios urbanos estão presentes em toda e qualquer cidade, seja qual for o seu porte; o Plano de Desenvolvimento Metropolitano de Rosario toma como eixo de ação o sistema ferroviário (as linhas férreas, numa grande faixa vertical), onde se concentram um grande percentual das favelas de Rosario. Fortaleza e seu Plano Diretor Participativo tem como eixo de ação o programa Fortaleza Bela, com cujas ações em diversos âmbitos visa proporcionar uma cidade mais equitativamente equilibrada.
No segundo dia, as participações de Joaquim Cartaxo e Fausto Nilo, discutindo sobre os desafios urbanos de Fortaleza e as experiências de planificação urbana, respectivamente, onde predominou a discussão sobre Fortaleza neste dia; no terceiro dia, entrou em pauta a questão ambiental-sanitária, com os problemas de saneamento e suas possíveis soluções. Enfim, uma discussão de alto nível em que se debateu Fortaleza, como deve ser em uma gestão participativa como esta atual.
Participaram deste fórum: Rúben Palumbo, Roberto Monteverde; Fausto Nilo, Joaquim Cartaxo, Maurício Farias, Karin Segala, José Fernando Thomé Jucá, Pedro Saboya, Olavo Fraga Lima; Silvana Monteiro, Marcos Montenegro; Denise de Mattos Gaudard, Lucila Fernandes, Enrico Maria Roveda e Antônio Miranda.
Fotos: 1) Auditório do MPE, banner do fórum; 2) Palestra de Fausto Nilo, à esquerda; na mesa, Joaquim Cartaxo e Rocha Júnior.
Registro: Felipe Silveira

o Fórum Fortaleza Cidade Aberta, onde se pôde discutir sobre alguns destinos que a cidade deve trilhar, na visão dos participantes através de palestras de especialistas em diversos setores. O evento foi realizado no Ministério Público Estadual e formatado para arquitetos, geógrafos, planejadores, urbanistas, ambientalistas, técnicos e todos aqueles interessados.
No primeiro dia, palestras de manhã e de tarde com os argentinos Roberto Monteverde e Rúben Palumbo, trazendo os exemplos de Rosario e Tucumán no processo de desenvolvimento participativo da cidade. Os desafios urbanos estão presentes em toda e qualquer cidade, seja qual for o seu porte; o Plano de Desenvolvimento Metropolitano de Rosario toma como eixo de ação o sistema ferroviário (as linhas férreas, numa grande faixa vertical), onde se concentram um grande percentual das favelas de Rosario. Fortaleza e seu Plano Diretor Participativo tem como eixo de ação o programa Fortaleza Bela, com cujas ações em diversos âmbitos visa proporcionar uma cidade mais equitativamente equilibrada.
No segundo dia, as participações de Joaquim Cartaxo e Fausto Nilo, discutindo sobre os desafios urbanos de Fortaleza e as experiências de planificação urbana, respectivamente, onde predominou a discussão sobre Fortaleza neste dia; no terceiro dia, entrou em pauta a questão ambiental-sanitária, com os problemas de saneamento e suas possíveis soluções. Enfim, uma discussão de alto nível em que se debateu Fortaleza, como deve ser em uma gestão participativa como esta atual.Participaram deste fórum: Rúben Palumbo, Roberto Monteverde; Fausto Nilo, Joaquim Cartaxo, Maurício Farias, Karin Segala, José Fernando Thomé Jucá, Pedro Saboya, Olavo Fraga Lima; Silvana Monteiro, Marcos Montenegro; Denise de Mattos Gaudard, Lucila Fernandes, Enrico Maria Roveda e Antônio Miranda.
Fotos: 1) Auditório do MPE, banner do fórum; 2) Palestra de Fausto Nilo, à esquerda; na mesa, Joaquim Cartaxo e Rocha Júnior.
Registro: Felipe Silveira
10/18/2006
Boulevards

A partir dos primeiros planos urbanísticos da cidade, propostos por Silva Paulet e posteriormente por Adolfo Herbster, merecia destaque nos mapas a "invasão" para o interior da cidade, fazendo com que a cidade de Fortaleza não fosse apenas a faixa litorânea, até porque cada vez mais os sertanejos estavam por vir, desejosos de melhores condições de vida na capital da então província e hoje Estado do Ceará.
Para tornar essa ligação entre praia e sertão possível, surgiram os boulevares, do francês boulevards. Visivelmente influenciada pela cultura francesa, Fortaleza também importava os moldes
urbanísticos e arquitetônicos, além de todo o comportamento da alta sociedade também vir de Paris - nesse época foi que surgiu a belle époque. Os primeiros boulevares de Fortaleza foram as atuais avenidas do Imperador, Dom Manuel e Duque de Caxias. Representando uma nova faceta e reproduzindo um novo conceito de urbanismo, eles não só cresceram como também se ampliaram, em algumas partes da cidade, sendo hoje algumas das nossas maiores avenidas. É, contudo, importante que esse pensamento, esse conceito de boulevard prossiga entre os nossos urbanistas e paisagistas, pois além da função paisagística, as árvores belas e frondosas também contribuem para o nosso meio ambiente e para a redução das ilhas de calor.
Fotos: em ordem: 1) Avenida Dom Manuel; 2) Avenida Duque de Caxias e 3) Avenida do Imperador, tiradas entre os dias 17 e 18/10, dentro do ônibus 077 - Parangaba/Mucuripe.
Registro: Felipe Silveira
10/15/2006
Contrastes e lentidão: vale tudo pelo Metrofor?
Segundo a matéria do dia 31/8 do Diário do Nordeste, cujo título é Lentidão do Metrofor traz Prejuízos, relata o seguinte: "A lentidão com que o Metrô de Fortaleza (Metrofor) vem sendo construído acarreta sérios prejuízos para os cofres públicos. Independente de as obras estarem, ou não, em andamento, todos os meses cerca de R$ 900 mil a R$ 1 milhão são gastos com o gerenciamento, supervisão, limpeza e manutenção dos canteiros de obras." A situação parece, atualmente, estar se modificando, mesmo que a passos lentos, vagarosos.
Passando pela avenida João Pessoa, que corta os bairros Benfica e Damas, percebemos que existem homens trabalhando em obras do poder do Metrofor; há, também, gente trabalhando no Mondubim. Precisa-se avaliar, além do andamento dos trabalhos, se estes estão sendo realizados obedecendo todos os trâmites - o que aparenta estar - e também respeitando as pessoas e bairros e seus patrimônios. Isso também foi nota de outra reportagem do Diário do Nordeste, em que um minimuseu poderá estar bastante afetado, sobretudo estruturalmente, devido à intensidade das obras do Metrofor, que está situada a poucos metros do local e preocupa o dono-curador, seu Estrigas Firmeza. Próximo ao minimuseu, que também é sua casa, estará um viaduto, o qual já fora desviado em prol da preservação da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Voltando à imagem da avenida João Pessoa, percebe-se
também que os novos vagões - em pouca quantidade, mas já é um bom começo - estão circulando, propiciando maior conforto aos usuários. Na imagem, o contraste: vagões modernos e a locomotiva enferrujada, o que prova o seu avançar em um ritmo vagaroso, tal qual o trem. Assim também é o Metrofor, um contraste: garantia de melhor transporte à qualquer custo? Será que o seu Estrigas Firmeza trocaria um desenho de Rubem Braga, que lhe foi dado de presente pelo próprio, pelo metrô?
Fotos: avenida João Pessoa, na altura do trilho, próximo à avenida Carneiro de Mendonça; tirada dentro do ônibus 077 - Parangaba/Mucuripe.
Registro: Felipe Silveira
Passando pela avenida João Pessoa, que corta os bairros Benfica e Damas, percebemos que existem homens trabalhando em obras do poder do Metrofor; há, também, gente trabalhando no Mondubim. Precisa-se avaliar, além do andamento dos trabalhos, se estes estão sendo realizados obedecendo todos os trâmites - o que aparenta estar - e também respeitando as pessoas e bairros e seus patrimônios. Isso também foi nota de outra reportagem do Diário do Nordeste, em que um minimuseu poderá estar bastante afetado, sobretudo estruturalmente, devido à intensidade das obras do Metrofor, que está situada a poucos metros do local e preocupa o dono-curador, seu Estrigas Firmeza. Próximo ao minimuseu, que também é sua casa, estará um viaduto, o qual já fora desviado em prol da preservação da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.Voltando à imagem da avenida João Pessoa, percebe-se
também que os novos vagões - em pouca quantidade, mas já é um bom começo - estão circulando, propiciando maior conforto aos usuários. Na imagem, o contraste: vagões modernos e a locomotiva enferrujada, o que prova o seu avançar em um ritmo vagaroso, tal qual o trem. Assim também é o Metrofor, um contraste: garantia de melhor transporte à qualquer custo? Será que o seu Estrigas Firmeza trocaria um desenho de Rubem Braga, que lhe foi dado de presente pelo próprio, pelo metrô?Fotos: avenida João Pessoa, na altura do trilho, próximo à avenida Carneiro de Mendonça; tirada dentro do ônibus 077 - Parangaba/Mucuripe.
Registro: Felipe Silveira
10/11/2006
Aplausos
Dia 9 de outubro de 2006, 9 horas da manhã; visitando o Parque Adahil Barreto, para dar uma volta e tirar algumas fotos com amigos da faculdade de Geografia, fotos estas que serviriam para um projeto nosso, constatar-nos-amos com algo que certamente passa desapercebido a muitos olhares, mas não aos nossos: crianças da rede municipal de ensino visitando o parque, com suas "tias", e tendo lições de meio ambiente.Andando pelo parque, em partes belo, por sinal, percebemos que era um grupo enorme de estudantes juvenis, alguns comendo biscoitos recheados com refrigerantes; um se levantou e foi jogar os plásticos no lixo - lindo!
Localizado perto da Assembléia Legislativa, o Parque Adahil Barreto está localizado em um trecho por onde passa o rio Cocó, tão famoso por essas paragens por uma alcunha a qual me recuso a escrever; por isso que existe no parque a presença de manguezais, além das plantas nativas e/ou históricas do Ceará e de nosso país.Sentado, apenas conversando com os amigos, pude perceber a movimentação que havia ali. O parque (ainda) possui vida! E é nesse sentido que as crianças da rede municipal ali aparecem, para dar vida e manter o local vivo! Aplausos para essa iniciativa!

Fotos: Parque Adahil Barreto
1- Horizonte de parte do parque, urbanizado;
2- Manguezal e rio Cocó, inseridos no parque;
3- Pau-Brasil.
Registro: Felipe Silveira
10/08/2006
Como aperfeiçoar o transporte público?

Em mais um comentário sobre os problemas que Fortaleza possui - e todas as cidades, principalmente grandes metrópoles, sofrem com problemas -, agora vem a questão do transporte público. Não que este seja deplorável ou péssimo, mas a necessidade de aperfeiçoamento é latente.
Com quase dois milhões e meio de habitantes (2.416.920 habitantes) e sendo a quarta maior cidade do país em termos populacionais, Fortaleza, com seus 313 km², possui, segundo levantamento da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) 1.623 veículos coletivos para atender a 35% da população com 218 linhas. Possuindo um número de veículos relativamente reduzido, a meu ver, em constraste com o número de passageiros, as melhorias estão sendo efetivamente estudadas e, em breve, serão (?) implantadas. Uma dificuldade a ser resolvida é a da redução dos tempos de viagem que, devido aos terminais de integração, pontos onde o passageiro pode trocar de ônibus de graça, acaba tornando as viagens mais lentas.
Isso e outras melhorias, como o aperfeiçoamento do trânsito de Fortaleza, está presente no Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), que contará com fundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Prefeitura de Fortaleza.
Espero que o Transfor realmente possa vingar, pois melhorará a vida dos passageiros de ônibus, como eu, e também do trânsito em si, como muitos motoristas Fortaleza afora. Um plano audacioso, talvez, porém urgente.
Foto: ônibus da empresa Via Urbana na avenida Presidente Castello Branco, linha 071 - Antônio Bezerra/Mucuripe, tirada na Praça do Cristo Redentor.
Registro: Felipe Silveira.
10/04/2006
Parques: necessidade ou paisagismo?

Os parques de Fortaleza, neste início de século, tem assumido um papel diferente daquele assumido há até alguns anos atrás: eu, em minha infância, cheguei a ir ao Parque Adahil Barreto, localizado próximo à Assembléia Legislativa do Ceará e da Via Expressa, andar de quadriciclo pagando dois reais por dez minutos - nota-se que não faz tanto tempo assim pela moeda - e tomava banho numa cachoeira nas brenhas dos mangues; hoje os quadriciclos não mais estão lá, não se entra mais nessas brenhas e o parque virou apenas um local ou de prazer social extremamente pessoal e de educação ambiental promovido pelos órgãos públicos.
O parque em questão da foto é o Rio Branco, localizado no bairro Joaquim Távora, na avenida Pontes Vieira, cujas dependências não estão tão bem mantidas, a começar pelo riacho Maceió, que o corta. A culpa, contudo, dessa vez, não é exclusiva do poder público, mas sobretudo da população que, sem alternativa nem educação, pratica diversas formas de poluição no parque: visual (pichações); ambiental (lixo) dentre outras. Colocar em pauta a educação ambiental nas escolas não só municipais, mas em todas, principalmente nas particulares, é questão de sobrevida do ambiente da cidade e de respeito do cidadão para com o próximo. Não basta cobrar das autoridades, ajude-as a fiscalizar seus trabalhos!
Foto: Avenida Pontes Vieira, após passar do cruzamento com a Rua Frei Vidal; Parque Rio Branco ao fundo. Fotografia tirada de dentro do ônibus 011 - Circular 1
Registro: Felipe Silveira
10/01/2006
Aviso aos navegantes
Para quem acompanha este blog, um aviso:
as postagens estavam vindo sem determinação de dia; agora, para melhor acompanhamento de ambas as partes, os posts passarão a vir nos domingos e nas quartas, não sendo necessariamente um post apenas. Por isso é válido verificar a data de postagem.
E um recado: VOTEM CONSCIENTE!
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Exemplo que vem da frente

Além da bela paisagem, a Praça de Fátima é um exemplo de cuidado e zelo por parte das pessoas, as quais reivindicaram sua reforma e sua humanização e agora, inteligentemente, estão sabendo mantê-la realmente bela e aprazível, embora isso não seja uma unanimidade.
Ao passar pela calçada da praça, ainda é possível ver papel no chão, sinal da falta de educação que a população fortalezense possui em termos de consciência ambiental. Sendo em bem menores proporções que no Centro da cidade, onde se vê desde papel até sabugo de milho no chão, a Praça de Fátima, com as lixeiras bem visíveis, tem um apoio fundamental para a conservação de sua beleza (ou pelo menos a tentativa de): a Igreja de Fátima, cuja imponência atrai os olhares de quem repousa ou conversa na praça, em frente à casa eclesiástica. Se ela influi para a praça, graças a Deus!
Foto: Praça de Fátima, na Avenida 13 de Maio, tirada dentro do ônibus 011 - Circular 1
Registro: Felipe Silveira
9/26/2006
Abandono x Bucolismo

Descendo rumo à Praia de Iracema rente ao mar, deparei-me com obras que faz anos que começaram e parecem não ter fim. É doloroso ver um espaço sendo esquecido, abandonado, "putrefado", ainda mais porque fere o ambiente, tanto no aspecto ambiental e sanitário quanto no visual, no arquitetônico.
Existem espaços na Praia de Iracema que não são lindos como deveriam ser - ou realmente já foram, em tempos não tão remotos. Passando pelas proximidades do Sindicato dos Engenheiros do Estad
o do Ceará, percebi, antes de fotografar as imagens do abandono visíveis nos compensados e pichações, um ambiente interior lindo, com nítidas influências arquitetônicas francesas - devem ser, portanto, do período da belle époque do início do século XX. Na tentativa de tirar uma foto decente e não ser visto por suspeitos ladrões que volta e meia se infiltram no belo espaço (logicamente não admirando...), fui abordado por um senhor que estava sentado: "Que foi?" Respondi suavemente: "Estou tirando fotos para meu trabalho de pesquisa." "É engenheiro?" "Sou geógrafo." E o silêncio tomou espaço. Preconceito à minha futura profissão? Não importa. As forças estão focadas na revitalização e usufruto consciente do local por nós, fortalezenses.Foto 1: Contraste entre as formas de uso do espaço (trabalho vivo e trabalho morto).
Foto 2: Rua Pacajus: Edificação "morta"; abandono visível.
Registro: Felipe Silveira
Bucolismo x Abandono

A Praia de Iracema, um dos bairros mais antigos e celeiro histórico e cultural de Fortaleza, tem aquele ar bucólico dos raios de sol que iluminam as paredes dos casebres e as águas do mar ainda latentes, embora o processo de "putrefação urbana" também esteja presente.
Em estudo desenvolvido por nós cujo objetivo-mor é reduzir o déficit habitacional de Fortaleza, um dos seus problemas de maior densidade, tentamos justificar, através exatamente do porquê de ser a antiga Prainha e, depois, a antiga Praia do Peixe - e englobando todo o contexto e patrimônio culturais, como o Poço da Draga e a Ponte Metálica - os motivos para que o local seja uma
ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), em que tanto o poder público quanto a sociedade civil precisam promover formas e meios de haver habitabilidade nos vazios urbanos presentes na Praia de Iracema, para que o ar bucólico das manhãs e as brisas do Oceano Atlântico não sejam de vez abandonados e deixados aos marginais e especuladores.Foto 1: Rua dos Tabajaras em horizontal, de frente para o Oceano Atlântico.
Foto 2: Ponte Metálica.
Registros: Felipe Silveira
9/19/2006
Religiosidade enorme.

A Catedral de Fortaleza, instalada na Praça da Sé, ou Caio Prado - esse é seu nome original, embora em desuso - é uma das maiores catedrais do país e do mundo (lembrar que existem ainda as basílicas, ainda maiores que as catedrais).
De beleza imensurável tanto por fora quanto por dentro, a Catedral,
sediada no local onde havia a antiga Igreja da Sé, atrai vários visitantes diariamente, apesar de não estar em muitos dos programas turísticos de Fortaleza. Com o maior movimento oriundo dos próprios munícipies, a Catedral (ou talvez o seu espaço físico) se insere atualmente no contexto do capital, possuindo um estacionamento privado em seus domínios, aproveitando a grande demanda no Centro por este tipo de serviço. Mas, curiosidade à parte, ressalva-se a sua arquitetura gótica e o seu esplendoroso jogo de vitrais, que dão um colorido a mais ao ambiente, à alma.Será que poderíamos incluí-la no contexto da Geografia Cultural e explorá-la turisticamente?
Fotos: Catedral, na Avenida Alberto Nepomuceno, de frente e por dentro
Registro: Felipe Silveira
9/15/2006
Duas Imagens
Por trás de toda essa beleza que a foto exibe, de uma paisagem exuberante a qual este trecho de litoral fortalezense oferece, está um dos maiores problemas morfoclimáticos de Fortaleza: as ilhas de calor. Ilhas de calor são locais com um excesso de calor devido a presença de elementos como asfalto, concreto e CO², porém, as ilhas de calor existentes em Fortaleza, tendo como maiores exemplos os bairros mais periféricos e o próprio Centro, quase no recorte litorâneo, está justamente pelo abuso de belas paisagens como esta: o violento processo de verticalização, o qual acabou formando um verdadeiro paredão na orla marítima e impede a circulação dos ventos. Vale ressaltar que a extensão desse paredão ultrapassa a extensão da Avenida Beira Mar, que possui aproximadamente 10 quilômetros (eu posso estar equivocado). Os bairros que mais possuem prédios, Aldeota e Meireles, possuem os mais caros valores do metro quadrado da cidade.
9/11/2006
Origens
A ocupação inicial portuguesa aconteceu nas proximidades do local que hoje é a Barra do Ceará, enquanto a holandesa se instalou nas margens do Marajaik - futuramente o rio Pajeú, quase morto. Só após a capitulação holandesa que a ocupação, novamente nas mãos portuguesas, se consolidou, séculos depois, após a transformação do forte em fortaleza pelas ações do governador Manuel Inácio Sampaio (Visconde de Lançada) e Silva Paulet (1816), urbanista, fato este que deu, logo em seguida, o nome à cidade.
Ausência válida e suprida
9/06/2006
Propósito do blog.
À priori , qual o propósito do blog?Talvez, em uma entrevista comigo mesmo, essa resposta sairá:
Existem várias Fortalezas em uma só Fortaleza, em uma só cidade, em um só espaço, em um só território: a Fortaleza belle époque; a Fortaleza das mudanças; a Princesa do Norte; a Terra da Luz...
O que me traz fazer este blog é que cada um que vem me visitar ou aprender um pouco sobre a capital do estado do Ceará, com menos parcialidade que a mídia impõe a cada um de nós, vir de peito aberto e conhecer as belezas e os problemas da quarta maior cidade do Brasil, a qual nasceu portuguesa, mamou nas tetas holandesas, cresceu com empurrões inglês e hoje, senão madura, próxima disso a todos nós. Desde o berço percebemos a diversidade cultural existente aqui - e que o Brasil também ostenta -, seja na mistura mameluca, cabocla ou na "pureza" indígena, negra ou branca.
Daqui pra frente, um pouco de Fortaleza, para o mundo.
Foto: Estátua de Iracema, de Audifax Rios, em alusão à personagem homônima, de José de Alencar.
Registro: Felipe Silveira
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