10/15/2006

Contrastes e lentidão: vale tudo pelo Metrofor?

Segundo a matéria do dia 31/8 do Diário do Nordeste, cujo título é Lentidão do Metrofor traz Prejuízos, relata o seguinte: "A lentidão com que o Metrô de Fortaleza (Metrofor) vem sendo construído acarreta sérios prejuízos para os cofres públicos. Independente de as obras estarem, ou não, em andamento, todos os meses cerca de R$ 900 mil a R$ 1 milhão são gastos com o gerenciamento, supervisão, limpeza e manutenção dos canteiros de obras." A situação parece, atualmente, estar se modificando, mesmo que a passos lentos, vagarosos.

Passando pela avenida João Pessoa, que corta os bairros Benfica e Damas, percebemos que existem homens trabalhando em obras do poder do Metrofor; há, também, gente trabalhando no Mondubim. Precisa-se avaliar, além do andamento dos trabalhos, se estes estão sendo realizados obedecendo todos os trâmites - o que aparenta estar - e também respeitando as pessoas e bairros e seus patrimônios. Isso também foi nota de outra reportagem do Diário do Nordeste, em que um minimuseu poderá estar bastante afetado, sobretudo estruturalmente, devido à intensidade das obras do Metrofor, que está situada a poucos metros do local e preocupa o dono-curador, seu Estrigas Firmeza. Próximo ao minimuseu, que também é sua casa, estará um viaduto, o qual já fora desviado em prol da preservação da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Voltando à imagem da avenida João Pessoa, percebe-se
também que os novos vagões - em pouca quantidade, mas já é um bom começo - estão circulando, propiciando maior conforto aos usuários. Na imagem, o contraste: vagões modernos e a locomotiva enferrujada, o que prova o seu avançar em um ritmo vagaroso, tal qual o trem. Assim também é o Metrofor, um contraste: garantia de melhor transporte à qualquer custo? Será que o seu Estrigas Firmeza trocaria um desenho de Rubem Braga, que lhe foi dado de presente pelo próprio, pelo metrô?


Fotos: avenida João Pessoa, na altura do trilho, próximo à avenida Carneiro de Mendonça; tirada dentro do ônibus 077 - Parangaba/Mucuripe.
Registro: Felipe Silveira

3 comentários:

Marlene Koch disse...

Abandonei? será? Pelo que estou vendo no teu blog a velha política não abandonou o esquema de super-faturamento. Quanto mais demora a obra.. mas tempo eles tem para surupiar a grana. É lamentável né Felipe, que pena que as coisas não funcionam nesse país.

Anônimo disse...

Concordo com o colega do Felipe: nesse país as coisas não funcionam como deveriam, principalmente se for em benefício da população;sem falar q sempre há um jeito de se fazer super-faturamento, desvio de verbas... O dinheiro q é pra ser gasto em benefício do povo, é desviado para o bolso dos q deveriam fazer algo para melhorar a vida das pessoas e, na verdade, não o fazem. Fala sério!! Q país é esse?!

Anônimo disse...

Não... não vale tudo.

Em um contexto de uma suposta ampliação dos espaços de participação nesta cidade (e pq não dizer deste estado e país...), indigno-me com o avançar, mesmo que lento, de uma obra como a do Metrofor. Em momento algum o projeto foi apresentado à cidade ou discutido amplamente pela população. Divulgam propagandas, benefícios, blábláblá... Estudos de impacto de vizinhança??? Pra quê? Talvez seja um termo só do nosso vocabulário (nós "do lado de cá"). Consultas? Nem pensar!!! Os de lá sabem o que é melhor para o povo... E assim o glorioso METROFOR vai sendo erguido, na medida em que o sistema ferroviário... Bem, nem precisa falar...
Moro no bairro Mondubim. Foi feito de tudo para que o viaduto não destruísse a Igreja. Manifestações, abaixo-assinado, matérias na mídia... E o desvio foi feito. Mas não perguntaram nossa sugestão (que definitivamente era a não-presença do glorioso por essas bandas...). E agora querem destruir o Museu Firmeza, do querido Estrigas e D. Nice. Cultura, Memória e História do nosso bairro (paupérrimo de qq coisa do tipo) e, pq não dizer, da nossa cidade.
Lamentável. Haja manifestação, panfletos, abaixo-assinado, matérias... Tomara que dê certo novamente. Para podermos descobrir qual será o próximo embate. Essa galera de lá não aprende...