Analisando Fortaleza - pois é a temática de nosso blog,

embora não se desconsidere as outras cidades - pode-se dizer que seu crescimento e desenvolvimento é bombástico, frenético e muito rápido. Como base desta minha afirmação dou o número da população de Fortaleza de 1863, 1963 e 2005, em valores aproximados: no primeiro, 16 mil habitantes; no segundo, 1,2 milhão e no terceiro, 2,5 milhões. Com isso, além da "elevação" da nossa cidade à quarta maior do país, vieram suas conseqüências, sendo a maior delas o déficit habitacional e as ocupações irregulares.
Daí a engenharia ter desenvolvido e trazido para o país e para o Ceará as construções verticais, não como solução ao problema, mas como nova opção. De 1970 em diante, observa-se um crescimento dessas construções, principalmente nos bairros ditos nobres, onde estão os detentores de capital. Hoje estes bairros são identificáveis, ao longe, pela sua arquitetura, quase que toda erguida a formar verdadeiros pilares: a Aldeota assim é reconhecível.
Com este processo surgem, consigo, a favelização das periferias. Na própria Aldeota, no coração do bairro há uma favela, onde inclusive está sediada a sede da Central Única das Favelas (CUFA): a Favela da Quadra - ou Conjunto Santa Cecília (por estar por trás de um colégio com nome homônimo) e, com a favelização, todas as mazelas sociais estão propensas a ocorrer e a cidade assumir faces distorcidas e produzir múltiplos problemas.
Vaidade ou necessidade?
Foto: À primeira vista, o Centro da cidade; ao fundo, o bairro "mais" nobre de Fortaleza, a Aldeota (11/11).
Registro: Felipe Silveira

Um comentário:
Mais uma vez o Felipe toca num tema importante sobre Fortaleza: o processo de Verticalização. Tal fenômeno tem ocorrido muito rápido nos últimos anos e suas consequências são diversas, tendo como destaques a formação das ilhas de calor e a intesificação do processo de favelização na capital. A verticalização das cidades grandes, neste caso Fortaleza, ocorre dentre outros fatores, devido à diminuição do espaço físico plano para a construção de edificações, tudo isso devido também ao crescimento desordenado da população que acaba intensificando o inchaço das grandes cidades. É um problema que puxa outro, uma cadeia de processos que, se não for contida a tempo, pode causar um verdadeiro caos nas metrópoles brasileiras, sem falar nas várias outras que estão por aí mundo à fora.
Valeu pelo tema Felipe!!! Desculapa se eu tiver dito alguma besteira!!! Bjo, Raquel Morais
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