
Creio que, pelo que título que se lê, talvez seja um tema "engraçado" ou constrangedor falar de uma (na verdade, duas) linha de ônibus que tem tantas peculiaridades; aconteceu, com um ou com outro, algum episódio em que o título deste post-artigo retrate, ou será que alguém nega o grande poder de movimentação social e provocador de uma dinâmica espacial que estes ônibus possuem?
Alguém pode vir dizer que já foi furtado ou uma mulher, que já sentiu ereções maliciosas por trás. Claro que isso também existe em linhas de grande proporção - certamente isso não é fato exclusivo desta[s] linha[s]. Voltemos à pauta. A linha, que percorre quatro terminais do Sistema Integrado de Transporte, criado pelo ex-prefeito Juraci Magalhães na década de 1990 (Antônio Bezerra, Papicu, Parangaba e Lagoa), é responsável pela translocação de, por exemplo, estudantes da Universidade Estadual do Ceará da zona abrangente da Regional I à UECE; ligação da Barra do Ceará ao Shopings Del Paseo, Jardins, Aldeota e/ou Center Um ou o transporte de torcedores residentes no Papicu os quais pretendem ir ao Castelão (indo e voltando, vice-versa); tais exemplos, só esta linha consegue cobrir.
Carregando imensa responsabilidade, a[s] linha[s] sofre com vários problemas, em que a vítima é o passageiro e este acaba sofrendo com eles: algumas grandes vias por onde ela passa tem sua capacidade infra-estrutural e de trânsito saturada, como as avenidas Eng. Santana Júnior, Washington Soares, Santos Dumont e José Bastos; lotações extremas nos horários de pico, sendo a demana insuficiente e, claro, a insegurança dos passageiros que a[s] utiliza[m], com o perigo de ser furtado,
aliciado ou mesmo danos físicos.Pode parecer brincadeira, mas a importância desta[s] linha[s] para a cidade é grande, por se tratar de linha[s] de grande porte e, com isso, responsável pelo transporte de mão-de-obra do setor terciário e de estudantes, precisa ser vista com cautela e carinho, pois resolvendo grandes problemas, os pequenos podem ser resolvidos realmente mais facilmente - embora a lógica me faça estar equivocado, às vezes as pequenas falhas são as mais complicadas de se resolver; a foto pode achar que não é de um Av. Paranjana 2, mas ela foi tirada perto das 12h - e mesmo assim houve um furto dentro do ônibus: alguém "perdeu" um celular.
Se não termos cuidado com as grandes linhas de ônibus, o transporte público poderá a vir se tornar um caos urbano. E logo.
Fotos: 1) Terminal Antônio Bezerra, também conhecido como "Terminal dos Pobres"; 2) Interior de um Av. Paranjana 2: 38405, da empresa Maratur (20/01)
Registro: Felipe Silveira

3 comentários:
silverão... você sabe o quanto admiro sua ablidade magistral tanto na escrita como na escolha de temas delicados com os quais lidamos no nosso itinerário... parabens pela foto e pelo texto como um todo... é notória a carência dessa linha de ônibus... que soa inclusive de maneira jocosa na boca de alguns humoristas conterrâneos... um abraço e parabens pelo esforço... sucesso...
desculpa... devia ter escrito habilidade
Blz de blog... E não poderia se falar de Fortaleza sem mencionar o Paranjana... Que atire a 1ª pedra quem nunca ouviu uma história dessa lenda...
Parabéns!!
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